sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Apresentação do nosso livro-Convite

evento irá realizar-se no dia 20 de Fevereiro próximo, e conta com o apoio da Câmara Municipal do Alenquer.


Esta apresentação está inserida na Feira do Livro a decorrer no Fórum Romeira em Alenquer, local onde será realizado o evento.

A organização do evento estará a cargo da editora que contará com alguns momentos musicais e com as crianças presentes, irão ser desenvolvidas actividades pedagógicas por animadoras socioculturais, que estarão sob orientação de Cátia Costa.

Gostaríamos de poder contar com a Vossa presença.

Partilhamos convosco partes do prefácio escrito pelo Prof. Arlindo Mota

PREFÁCIO
Ana coelho e José Antunes: entre nuances, sonhos e cumplicidades

Ana Coelho e José Antunes, são dois autores com uma envolvente e genuína pulsão pela poesia. Na escrita e nos gestos, que de gestos também se constrói a poesia. Buscam com paixão e rigor o segredo das palavras, que renovam sem cessar. Parcimoniosos na utilização de metáforas, optam claramente por não assentar na metrificação clássica, salvo uma ou outra incursão, num ou noutro poema.

Conhecedores da herança lírica portuguesa, não se confinam ao formalismo e abordam a linguagem com criatividade, onde os temas do amor estão abundantemente presentes, mas também o psicológico e o social (sem cair no realismo) não são esquecidos e isso revela-se ao longo de todo do livro. A sua poesia, seguindo a moderna estética, constitui a verdade de um mundo sentido por uma subjectividade; o que ela diz é um mundo para o homem, um mundo visto de dentro, mundo singular e inimitável a que só o sentimento dará acesso.

Falei até agora dos autores como se fossem apenas um: eles de alguma forma a isso nos conduzem, porque se apresentam juntos, face a se face, porque o livro constitui para eles a sagração dessa comunhão. Mas, em boa verdade, se muitos traços os identificam, outros os distinguem. Ana Coelho navega mais suavemente nas palavras, é, de algum modo, o lado assumidamente feminino do livro; José Antunes, de escrita comedida, apresenta mais arestas na leitura e na interpretação da sua simbologia. Comum aos dois, a contenção vocabular e arredia da adjectivação excessiva, que torna a sua poesia rigorosa e límpida, dotada de uma invejável coerência interna.

O livro, por sua opção, apresenta-se dividido em cinco capítulos: “Momentos”; “Trincheiras de Sonho”; “Distâncias”; “Lampejos”; “Cumplicidades”.


Janeiro de 2010

Arlindo Mota*

ARLINDO PATO MOTA* é licenciado em Filosofia e em Direito, Mestre em Ciência Política, investigador Universitário, Escritor e poeta.

sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

Com a alma rendida

Desnudo o tempo
No néctar do teu corpo
Sumário momento
Que a tez sossega…

Os dedos tacteiam
Nas cerejas frescas da tua boca,
O aroma húmido
Onde bebo no teu cálice
Servido em rubra pigmentação…

Com a alma rendida
Na secreta harmonia
A epiderme vestida
Do doce clamor
Que embala as madrugadas
Em alvorada de mimos e ternura…

Devaneios do nosso vasto tempo
No amor que se faz cumprir
Em espíritos congénitos
Cadência pendular do provado amor…

Ana Coelho


terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

Ensejos

Neste apego
Domino o navegar
Lentamente invoco
A tempestade

Os seios
Roçam o peito
Na maciez dos membros

Inclino
A ânsia em calma
Seguro-te as asas
Em espaço de vitória
Dos corpos
Embriagados
Na sede desta viagem

Tocas-me a mão
A saber se existo…
Visto a alma
Com o teu sorriso…

Ana Coelho

domingo, 17 de Janeiro de 2010

Roubei-te o sorriso

Roubei-te o sorriso
Numa noite de paixão
Para sentir dentro de mim
O teu espírito em comoção

Roubei-te o sorriso
Mas ofertei-te a minha alma
Para auscultares os tesouros
Que dentro dela embalas

Roubei-te o teu sorriso
Para escutar na tua voz
O lirismo da poesia viva
Escrita quando o coração se enamora

Ana Coelho

sábado, 16 de Janeiro de 2010

Diálogo de silêncio e sonho

Dentro dos meus olhos
Abre-se um longo espelho
Na transparência da tua alma leve.
Em mornas correntes de água
O meu corpo mergulha,
Devagar muito devagar
Na torre do silêncio
Que chama por mim.

Dois corpos espalhados
Em lençóis de pássaros,
Searas de vinho maduro
Em pastos verdes em chamas,
São inúmeros os aromas
Que nascem no peito
Quando os joelhos se unem
E os pulsos encontram
O movimento do sangue.

Sobem plumas de paixão
Movidas no ventre do amor
Escorrem pétalas de carinho
No centro do ninho.
Enfim os braços aperfeiçoam
Um laço nas alas do nosso sono
Renasce um diálogo de silêncio e sonhos!

Ana Coelho

quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

Linguagem dos gestos


sábado, 9 de Janeiro de 2010

Rubro desejo

Nuvens de incenso
Cobrem o altar
Pedaços do leito
Recebem pétalas de dois olhares,
Uma chama em fogo
A cera fundida
Na luz das velas…

Nasce um tango de inspiração
Das silhuetas em júbilo
Interminável paixão
Solta em sussurros
Gemidos de mel
No sentido das bocas
Em rubro desejo…

Os corpos falam de amor
A alma embriaga-se de calma
O sémen que fervilha
Nas veias em movimento
Constante velejar até
O sol amanhecer…

Ana Coelho

sábado, 26 de Dezembro de 2009

Cascata de beijos

O corpo exalta
No lume da paixão
Em flamejante respirar…

A tua tez bronzeada
Vagueia
Entre cascatas de beijos
Vertidos dos seios
Que gritam em ti…

O teu sol
Ilumina o meu colo
Um cavalgar de palavras
Em labirintos poéticos
Sentidos por mim
…em ti,
No horizonte dos versos
Experimentados na cadência
Do amor em sublimação…

Ana Coelho

domingo, 20 de Dezembro de 2009

Jardim ao luar

Num jardim de luar

Bailo no silêncio
Das tuas ardentes mãos

O corpo inflama
Nas fontes nítidas
Estrelas infinitas
Nas curvas do profundo olhar

Os lábios seguros ao horizonte
O mundo renasce
Com os ombros colados
No rasto do céu…

Acalento o teu perfil a sorrir
Na concha da ilharga
Densa
Esvoaçam asas na espuma
Por ti vertida…

Enroscam-se nus os sentidos
Dança a valsa do espírito
Nos impulsos em ecos

Acordam notas soltas
Bebidas com sofreguidão…

Ana Coelho









quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009

Nuvem de desejo

Encosta o teu corpo
Ao meu
Na nuvem de desejo
Que percorre o olhar…

Desliza no ventre
O teu fervor
Na chama em ímpeto
Que flui no peito…

Entra
Move flutuações do teu vento,
Suavemente em jovialidade
Cobre todo o afecto
No grito dos corpos
Em ânsias de prazer …

Envolve-te
Nesta barca que desce o rio
Em galopes de agitação
Graciosos sentidos
Em fortes abraços no (a)mar...


Escuta a ânimo
Que agita o meu olhar
Na silhueta do teu rosto,
Os teus lábios abrigam os meus
Na palpação das línguas em silêncio.


Refugia-te assim em mim
Neste abrigo que faz levitar
Nas alas de um leito trajado de rosas
Embriagado refrigério
Que dá espírito aos corpos.

Ana Coelho

sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

Altar de rosas vermelhas

As tuas mãos de seda
A cor rubi dos teus lábios,
Gestos que me fazes sentir
Nos dedos arrepios
Do sol extraído do teu corpo
Fugaz,
Brisa aromática
Coroada nos meus cabelos,
Deslizam no teu peito
Vibrações virgens e loucas
No cio do amor.


Altar de rosas vermelhas
Dois corpos
Em pétalas desfolhadas,
A volúpia transpirada
Correntes de sedução
Guardadas na concha
Onde o teu segredo
Se encontra com o meu.

Ana Coelho





quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Volúpia

Vesti-me de vermelho para me despir
No teu olhar, rios de prazer
Que pulsam nas veias entre o teu fogo…

Pelo teu corpo vagueio
Como uma chama por entre feno…
Na rubra cor dos lábios
Bebi aromas sem fim…
Em ti colori o prazer da paixão…

Vesti-me de escarlate na espessura do sol
Num fim de dia, no cume da lua
Incêndio mudo
…Rastilho flamejante,
Gotas suadas
Derramadas na seiva ardente,
Onde os corpos se cobrem de amor…

Ana coelho

sábado, 14 de Novembro de 2009

Flor dos beijos

A tua boca
Faz crescer
Por entre os lábios
Água cristalina
Na flor dos beijos,
A língua toma fogo
Galgando poros
Vertiginosos
Na epiderme,
Tacteando
Evolução crescente
Do mosto trepando
Até ao topo
…Solta-se a voz
Por entre os dedos calados…

Ana Coelho





quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Aromas de prazer

Sobrevoam no leito
Anjos dos sentidos
Os corpos estendidos
No guloso sabor do prazer

Na flor da boca
Beijos rasos
Arrepios intensos
Num jardim de aromas

Lagos cristalinos
O teu olhar
Mergulho por inteiro
Na proa do prazer
Onde a onda
Vem beber desejos

A alma acalma
Num grito…
Entre os braços fortes
Do teu calor…

Ana Coelho

sábado, 31 de Outubro de 2009

Prisioneira do amor

És o meu pajem
Sou tua amante
Em todas as horas do dia
Afluentes gestos
Calados no silêncio
Amarras de cetim
No potente olhar

Aprisionas-me a vida
Acorrentada na paixão
Que devoras na minha
Submissa existência

Sou escrava
Dos teus desejos
Alimentada pelos
Beijos suados

No tronco de costas
Deitada sem sombras
Vertigens loucas
No tecto deste destino

…Por isso em clamor suplício
Em ávidos gemidos
Encostada no teu peito...

O meu amor não tem alforria.

Ana Coelho

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Desejo de paixão

Mordo o desejo
No pulso dos teus cabelos
Destapo o olhar
No corpo nu
Nado na imensidão
Do liquido embriagante
Transpirado dos teus lábios

O ventre encontra
A tua ilharga
Descubro ecos impulsivos
Vindos do íntimo peito

Amortalho o teu manto
Com o véu da vontade
Céu aberto nas asas
Do amatório
Conjuntura
De estrelas em volúpia.

Ana Coelho

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Sonata em lua cheia

Abraço o amor
Devagar
No sabor das horas…
Respiro o teu sono
Bebo o néctar doce
Do teu sonhar

Entrelaço os desejos
No quintal das emoções

Vagueio pelo teu corpo
No veludo da tez
Deslizo em espasmos
Ternos
Escuto o latejar do sangue

Por entre os teus ombros
Sossega a minha cabeça

Convoco a tempestade aberta
Evolução de fulgor
Inventada neste louco amor

Sonata de lua cheia
Paixão com tempo
Sobre o meu regaço
Sem pressa…

Ana Coelho

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

A luz do teu rosto



Quando o meu olhar
Toca os teus traços
A luz do teu rosto
Penetra em mim
Envolvo o meu sorriso

Voam no meu peito
Garças a planar
Em campos de lírios

Tacteio nas minhas veias
Correntes fluidas
Nos poros dilatados
Alegres arrepios
Que fazem de mim
O sol na foz da preia-mar

Ah!... Amor
Como sou feliz
Só por te olhar
Assim junto a mim...

Poema inspirado no momento da foto

Ana Coelho

domingo, 25 de Outubro de 2009

Tu és a minha vida

Hoje
Deito-me no topo
Da paixão
Fogo em brasa
Arde no rastilho
Da vida

Hoje
Falo-te dos pássaros
Voam no peito
Duas flores
Um jardim
No altar dos desejos

Hoje
Contemplo o teu retrato
Vivo e fugaz
Vou tecendo
De ti em mim

Hoje
Testemunho de ti
Desvendo o sol-posto
Vejo o coração
No amar pulsante
Cor do luar
Persianas do meu olhar

Hoje
Sei que és
Um rubi precioso
Nesta recordação de Agosto
A luz morena
Minha boca beija
A maciez das pétalas
Na certeza
Das flores cobertas
O teu amor

Tu és a minha vida

Ana Coelho

sábado, 24 de Outubro de 2009

Murmúrios poéticos

Perfeito é amor
Que nasce selvagem,
Como rosas
No inesperado campo
…Na alma e no corpo

O perfume corre
Nas veias dilatadas,
No centro do peito
Em palpitações certas
Na hesitação dos momentos
Nus,
Entre pétalas
Que tocam os lábios
Na brisa suave
Dos murmúrios poéticos.

Nascem sem pressa
No silêncio da transparência
Do olhar trocado,
Nas palavras sem promessas…
Silenciosa verdade
Dos sentimentos em acaso.

Ana Coelho

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Raízes de amor

Tenho o calor do teu corpo
Nas raízes do meu peito,
Caule do passado
Nas folhagens do presente
Absorvo em ti
O futuro, mesmo depois
De nada existir...

Bebo da doce seiva
Na pele morena
Dos teus braços
Desde o princípio,
Até ao fim...
No sabor de sempre.

Ana Coelho

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Cálice de paixão

Traz contigo o cálice
Da paixão enamorada
Anseios ávidos
Envoltos de mistério
Desvendados na luz amena…

Brinda o sangue
A pulsar no peito
Fogo ardente
Vulcão em lava

Saliva o vinho
Embriagado nos lábios
Em sedução
Escorrida
Da lareira acesa
Do corpo despido…

Tacteia o fulgor
Da sede que nenhuma água chega

Derrama o teu corpo
Sob o meu
Deliberado fogo posto…

No avesso
Faminto
Da loucura em chamas…

Ana Coelho

domingo, 11 de Outubro de 2009

Horas de segredo

Vem comigo dançar
Toda a alegria
Que o corpo traz…

Devagar
Murmura o amor
Desejo-te
Desejas-me
Horas de segredo …

Debaixo do meu cabelo
Os teus dedos…

Navego no teu corpo
Quando as águas se abrem
E alongam em vertigem…

Toca o beijo
Nos meus lábios
O meu ventre na tua ilharga…

Nos braços
(A)mar revolto
Encosta de rosas desfolhadas
Suor em melodias…

Ana Coelho

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Sono amante

Amarrotados na aragem
que flui no peito
devoramos noite sobre noite
a volúpia da exaltação,
aromas de jasmim no leito
auspicioso…

Nossos corpos enroscados
no mesmo sentido
ondas de giestas brancas
esboçando sorrisos,
gemendo amor
na paisagem de sol
que irradia o sono amante.

Ana Coelho

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

O teu manto

O manto do teu destino
cobre-me,
bordado de cetim
no rio que vejo.

Condão de sintonias
que vibram na firmeza do pressentir…

Quimera que me rodeia e me cinge,
pinta aguarelas
no brilho dos meus olhos,
eleva-me de tão brando.

Compreender as gotas da chuva
a suavidade do vento,
brandura norma eu sinto
rendas de estrelas e lua,
no encantamento dos traços marcados
por ti em mim,
envolta do teu manto de seda
aninho-me e sou feliz…

Ana Coelho

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Sabor do amor

Quando te deitas em mim
a tua pele agridoce
resvala no meu peito
ao encontro da colmeia
que nutre o teu mel.

Saboreio a tua canela
mordo os teus lábios
ameixa rubra
bebo a tua saliva morna.

Os joelhos abrem-se
voo cruzado
no véu das minhas coxas,
procuras o desejo
fulgor das nossas ânsias,
devagar
na apoteose do sentir.

Ana Coelho

domingo, 4 de Outubro de 2009

Dança em sedução

O coração livre
prende-me ao teu pulsar
encarcera todo o espaço
aragem que faz vibrar
a chuva e o vento
num tango unido
movimentos oscilantes
saliência do flanco
relevo tapado
o toque da mão,
o olhar
os lábios do cravo
o beijo que se funde
branda lua
a dançar
no aroma da volúpia
encarna finos jasmins
neblina de orvalho
esplendorosa
e eterna
estrela de luz
profunda no peito.

Ana Coelho

Verbo amar

Vivemos o mesmo poema
sentados nas cores
do arco da aliança,
despidos de vaidade
no cume dos raios solares
nuvens de claro algodão
nosso ninho aconchegante.

Soletramos hinos
as tuas palavras
murmúrios das minhas
reais corpos feitos de quimeras,
teias que se desfiam
pouco a pouco.

Silêncio dos sorrisos
conquistam desejos
coágulos de luz
reflectem os olhares,
rasgam mil e um poemas
no verbo amar
à flor das faces iluminadas
esculpimos aromas
enraizados na pele.

Versos na memória fiel
brisas sopradas
obedecendo à natureza
voo de espíritos
na dança dos colibris
movidos no ventre da alma
a tinta e o sangue nos uniu.

Ana Coelho

sábado, 3 de Outubro de 2009

o teu braço é o laço

O teu braço é o laço
que envolve o meu coração,
toca-me tão longe
na clausura da tua face
bebo no cálice
dos teus lábios
o ardor das maçãs,
no alto da colina
o desejo
do mastro erguido
no segredo.

Corpos amantes
colmeia que explode
no sonho,
rituais de paixão
neste mundo que me deste.

Ana Coelho

Amanhecer

Abrir os olhos
encontrar o teu sorriso
deitado ao meu lado
as pálpebras destapadas
na vivacidade do teu olhar
penetrante em mim
acordar os meus sentidos
reconheço a vida
nesta aurora flutuante
nos meus lábios o teu beijo
fresco e doce em jasmim
sacode o sono desperto feliz
a escutar os pássaros
na suave brisa da manhã.

Anseio o teu regresso
onde tudo reconheça
no olhar no sorriso
quando a porta se abre.

Ana Coelho

Amar-te é...

Amar-te é
desfolhar rosas
num dia de primavera,
sentir o veludo das pétalas
em carícias das mãos
corrente de água cristalina
beber do néctar das abelhas
com sabor natural e puro
extraído do pólen
num campo de girassóis
onde corro ao vento
a flutuar de desejo
beijar a tua boca
na sede de uma cereja
saciar todo o meu corpo
deitado na brisa do rio
que canta poesia solta em mim.

Ana Coelho

quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

Palavras de amor

Palavras de amor
soletradas decoradas
em toda a poesia...

O sorriso no teu rosto
como uma constelação
no firmamento
dois olhares que falam
no silêncio
do toque das mãos.

O fogo que arde
nos lábios
num grito de paixão,
vertigem dos ecos cravados
no coração a galopar de emoção,
o fulgor das pupilas abertas
como flechas perto do alvo...

Ah!!...
Tão pouco declamam
as palavras de amor...

Ana Coelho

terça-feira, 29 de Setembro de 2009

Ébrio de paixão

Deslizo os dedos
no veludo negro dos teus cabelos
entrego o meu peito ao teu calor
a língua resvala pelos teus poros,
devagar saboreia a volúpia
impulsos vigorosos
exaltados no fervilhar
húmido dos lábios,
enrolo-me no dorso desnudado
extasiado...
Velejamos numa ondulação plena
oscilam os corpos náufragos à deriva
na salgada água embebida na epiderme,
flui no sangue espasmos ardentes
muco transpirado
ébrio de paixão.

Ana Coelho

segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Eternamente amor

Suave toque do piano
dedos em harmonia
penetram na epiderme da pele
golpe doce e terno
rasgado no peito onde pulsa o desejo
entro na tua alma
janela dos olhos
eleva ao céu o sorriso aberto.

Dedos cruzados no calor das mãos
silêncio que canta no olhar
intenso verso apaixonado
mudo
crescente nascer da aurora
eternamente amor
sem palavras homófonas,
espíritos coniventes
semântica efémera
cristal esculpido da pedra do tempo.

Despojado de dias
nas horas e minutos
cronometrados em segundos
construção sólida da cumplicidade.

Ana Coelho

domingo, 27 de Setembro de 2009

Emoções sentidas

Instantes que vivo
nos teus lábios o sorriso
à deriva no meu corpo despido
suspiro ofegante
no rasto infinito de volúpia.

Os braços um laço
de paixão no meu peito
sinto pulsar a vida
que transportas nas mãos
doce arrepio nos poros da pele.

Abrem-se as veias
na espessa madrugada
no silêncio das palavras
sentidas na emoção
calor vertiginoso
numa dança fluida
a enrolar amores
no cetim puro e leve
que cobre o céu em brandura.

Ana Coelho

Acto enamorado

No oceano fresco e molhado
naufraguei mansamente
despi o sol na sombra da lua
reflexos do vento
nuvens brancas choram de alegria
na claridade prateada.

Calmas águas cantam melodias
num apelo de paixão,
volúpia abracei
na cálida noite enfeitiçada.

Agarrei o silêncio dos teus lábios
que sorrindo me beijavam
espasmos quentes ondulantes
no deslizar do teu corpo nu
mergulho de louco amor
num acto enamorado.

Ana Coelho

Teu corpo

No teu corpo nu
vestido de luz
envolto de ternura suave
na madrugada quente
contemplo o teu sorriso
flutuar no vento da tua poesia
ecos do teu coração,
bebo a tua essência
esvazio o teu corpo
nesta inesgotável sede
embriagada de amor e paixão.

Ana Coelho

sábado, 26 de Setembro de 2009

Momento envolvente

Pétalas de rosas
cobrem o teu sorriso
as tuas mãos estendidas
como quem busca o amor,
levas-me suavemente
ao encontro do teu corpo
a pulsar comoção
impulsos transpirados
no deslizar ameno dos corpos
em ânsia
sentes a minha pele
em junção com a tua,
fragrância odorífera.

Voam pássaros soltos
nas asas da volúpia,
momento envolvente
encontro carnal
do amor que brota em nós
união perfeita de almas livres.

Ana Coelho

quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

Coração de felicidade

Tenho nos olhos a cor do fogo
nas mãos o calor da lareira
na mente as promessas
que nunca tive...
no coração a felicidade
que me ofertas com a tua vida.

Derrete o frio dos dias
as danças contigo partilhadas
ao som do violino que ri
nas madrugadas frias,
nos lençóis sinto o amor
deitado ao meu lado.
a cabeça no teu peito
o sono leve vem adormecer-me.

Ana Coelho

terça-feira, 22 de Setembro de 2009

Sonho real em amor

No retrato da mente
recordo o dia de primavera
que brotou a paixão
gestos discretos nas cores do sol
à beira rio...
Os olhos falam de amor
num riso claro e transparente,
coração a palpitar estrelas
num desabrochar descontrolado.

Expressões que o tempo não apaga.

O som da água lembra o teu sorriso
ele floriu e não murchou
correntes de brisas frescas
embalam o rosto...

Estas presente em mim
fruto maduro na plenitude de sabor.

Quando ao meu redor o céu se encobria
a tua alegre vida se erguia
em melodia apraz no ouvido.

Um caminhar firme na areia de inverno
a mão na mão
repetidas sensações
no peito o ar vivo,
em ti verdadeiramente amei
abraço este retrato
nos alicerces da minha morada
num sonho real
suavidade dos dias que ao teu lado amanheço.

Ana Coelho

domingo, 20 de Setembro de 2009

O nosso amor

Reflexos do teu rosto

Nas asas de um anjo
que me guia no sonho
imagem nobre bordada
no mar em chamas frias
baloiçar nos teus braços
que as ondas cobrem
em manto fino irrefutável.

Estremeço nas teias
de rendas em lua e estrelas
que incutem nos meus olhos vivacidade
lapidados no cristal dos teus afagos
em brandura morna e terna.

Nas nuvens desenhos de luz
reflexos do teu rosto
pintados na quimera
que me cega o olhar
mudo em gemidos eloquentes.

Ana Coelho

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Seiva amena de amor

Nos teus lábios tens o elixir
da minha felicidade
o meu sorriso no rosto
é a luz do universo
a essência das tuas mãos
seiva amena e melíflua
escorrem nos teus dedos
nutre a pele em arrepio quente
nevoeiros rasgados nos teus olhos.

Mergulho de banho sagrado
no transpirar do teu corpo
contíguo no meu sedento do teu aroma,
volúpia escaldante, delação completa
chuva de cometas envoltos de sedução
que dão cor...sabor
à minha existência incontida,
glória incandescente
que aprisiona o meu coração
embriagada na índole do aprazimento.

Ana Coelho

Silêncio inquieto

A paixão não é palavra
é silêncio inquieto
em flexíveis gestos de perfume,
desenha emoções
tatuadas na epiderme do coração
sentimentos que brotam
de súbita comoção,
nasce como roseira selvagem
num campo infinito
no corpo e alma
rebentos indomáveis
regados pelos lábios
que nutre as pétalas aveludadas
o tempo amadurece em amor
sublime sentimento no aroma do sol.

Ana Coelho

quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

Cais de amor

A limpidez do diamante
luz forte e cristalina
os olhos apaixonados
nas pálpebras me abraças
meu exilo resguardado
nos lábios calmantes
na epiderme da vida
essência que me acalenta
a sede e a fome da alma.

Deslumbrada pelo calor
que teus braços seguram
neste cais de amor
minha âncora segura.

Envolvida de veludo
como jóias preciosas
vindas do oriente,
na brancura das vestes
despidas de acrimónia.

Mergulhada no teu peito
sinto a brisa suave
o pulsar dos sentidos
nas asas do vento
rasgadas pela ternura.

Ana Coelho

Eternamente apaixonados

Envolve os teus braços no meu corpo
vem voar o voo da garça neste céu livre,
o sol espreita no firmamento
o arco-íris adormece no horizonte.

Mergulha neste rio cristalino
de paixão delirante, em bálsamo suave
no sonho que comigo amanhece
olhos aberto sem fantasia
na volúpia que se enrola no nosso ninho.

Embriaga-te neste néctar
desfolhado pelo amor em pleno sentimento
toca a minha pele perfumada
pelo teu carinho em aroma ameno
de rosas vermelhas
pétalas soltas ao vento
que deslizam nos degraus da nossa porta.

Abraça o meu sorriso
com os teus olhos amantes
na plenitude do nosso fulgor
eternamente apaixonados.

Ana Coelho

terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Perdi-me

Perdi-me
quando te encontrei.

Perdi-me
quando nos teus braços cai.

Perdi-me
no teu amor
bálsamo suave que perfuma a minha vida.

Perdi-me...
na paixão do teu olhar
na cadencia das tuas palavras
soletradas na poesia da tua vida.

Ana Coelho

segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Mãos repletas de amor

Teces o teu corpo no meu
num nascer do sol
com cor de rubi,
no horizonte do teu olhar
rosas vermelhas...lírios brancos.

Galopamos na nuvem límpida
a flutuar no azul tranquilo do céu.

Resvalas no meu peito
num mergulho húmido
no oceano da nossa paixão,
corais esplêndidos
embalados nas ondas
que envolvem carícias
numa ânsia cálida.

Encontro desfolhado
na essência cristalina
puro quadro de aguarelas
pintado com as mãos repletas de amor.

Ana Coelho

Infinito amor

Desliza a madrugada
embalada na doce canção
das tuas palavras...
O meu peito suspira
soluços embriagados
no infinito amor
da primavera dos teus lábios,
o verão que trazes nas mãos
os meus cabelos de luz
alvorada de emoções...
Teus olhos negros espelham paixão
o sonho em que te encontrei
quando o teu olhar me procurava.
A minha alma estremece
na imensidão do amor
que escorre em seiva suave,
de quem ama e é amado...

Ana Coelho

domingo, 13 de Setembro de 2009

...Para ti

Sonhei contigo
... para ti.

Vivo em mim
...para ti.

Respiro em mim
...para ti.

Nasce em mim musica
...para ti.

Descubro esperança em mim
...para ti.

Desabrochar de pétalas perfumadas
... para ti.

A existência vagueia em amor
...de mim para ti,
...de ti para mim.

Tenho o coração perto da terra
os olhos nos olhos
a alma na alma...

Viver contigo
é saber que existo
para além de mim.

Ana Coelho